ALÉM DA ESCOLA
Fora da sala de aula, muitas mulheres vivem, todos os dias, a realidade da maternidade atípica, cotidiano marcado por jornadas múltiplas e desafios silenciosos. Entre consultas, terapias, exames e o zelo diário, o trabalho de cuidado recai sobre as mulheres de forma massiva.
De acordo com um relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, no Brasil, as mulheres passam cerca de dez horas a mais por semana no trabalho doméstico e de cuidado não remunerado em relação aos homens - veja no gráfico abaixo. Ainda não há uma pesquisa no país que centralize estes dados em relação à maternidade atípica, mas o relato de mães de crianças com deficiência evidencia que esse número pode ser ainda maior.
Cleide, Gleice e Cristina revelam como sustentam a luta por inclusão e dignidade para seus filhos, além dos desafios que enfrentam no cuidado diário e dos sonhos que ficam em espera. São relatos que expõem não apenas dificuldades, mas também a força de quem precisa transformar afeto em resistência.


